terça-feira, 8 de maio de 2012

O Entreato


O sentimento que quero
Saí, caí, quebra, fala
Tem a ver com o movimento
Com o partir, o parir
Tem a ver com liberdade que se dá ao corpo
A liberdade... Essa tal cheia de reticências...
O seu corpo, forte e bonito, feio e sombrio, grande e mestiço
Seu corpo, fosse como fosse, se esfregando no meu.
Falando da liberdade da libertinagem mais poética
Os braços fortes que carregam
A respiração ofegante
O desejo se abrindo na volúpia dos movimentos
Fazendo a ação antropofágica que come o homem
Cobrindo o outro de terra, sangue, suor, ar, mar...
Os braços e suspiros, todos em um movimento único.
 Todo o mundo em um só movimento, nossos corpos
Estendendo a mobilidade da sensação pecante
Que na verdade não tem nada de mais
Coisa que só produz sentimento fresco
Fricção, ação... EMOÇÃO

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